Fim do Slayer

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A banda de trash metal americana Slayer anunciou no dia 23/01/2018 que vai deixar os palcos. O último Show da banda virá somente após uma turnê para se despedir dos fãs. Será a última série de apresentações após 37 anos de carreira. O Slayer era um dos integrantes do Big Four, que conta também com Anthrax, Megadeth e Metallica.

“A era do Slayer, uma das melhores bandas de trash/metal/punk de todos os tempos, diz adeus”, explicou o grupo no Facebook. A turnê de despedida vai iniciar em San Diego, na Califórnia, no dia 10 de maio, e seguirá por outras cidades do Estados Unidos e até do Canadá. O último concerto será celebrado em 20 de junho, na cidade de Austin, no estado do Texas.

Criada em Los Angeles no início da década de 1980, a banda Slayer se caracterizou por fazer um metal com intensos e melancólicos acordes de guitarra. Por suas canções polêmicas, o grupo chegou a ser acusado de ter simpatia pelo nazismo. A canção Angel of Death, por exemplo, fala de experiências humanas em um campo de concentração. Os músicos negaram a relação com o nazismo.

A música Jihad também provocou a indústria musical e a sociedade americana ao relatar os atentados de 11 de setembro de 2001 do ponto de vista dos membros da Al Qaida, que provocaram a tragédia. Em 2015, a banda lançou o que deve ser seu último álbum, Repentless. O membro fundador e principal compositor, Jeff Hanneman, morreu em 2013. O vocalista e baixista é o chileno Tom Araya. Ele e o baixista Kerry King são os únicos da formação original.

Slayer é uma banda norte-americana de thrash metal proveniente de Huntington Park, Califórnia, formada em 1981 pelos guitarristas Jeff Hanneman e Kerry King. Slayer ganhou notoriedade a partir de 1986, com o álbum Reign in Blood, descrito pela revista Kerrang como “o álbum mais pesado de todos os tempos”, e faz parte do Big Four of Thrash, as quatro maiores bandas de thrash metal, juntamente com Metallica, Megadeth e Anthrax.

O estilo musical de Slayer envolve rápidos tremolos, variados e complexos solos de guitarra, riffs em escalas irregulares, bumbo duplo na bateria e vocais pesados alternando desde falsettos até guturais. As letras e arte dos álbuns se baseiam em temas como serial killers, satanismo, religião e a guerra, o que levou a gerar diversos problemas ao longo da história da banda, como proibições de álbuns, atrasos em turnês, processos judiciais, além de ser constante alvo de críticas de grupos religiosos. Contudo, sua música tornou-se altamente influente, sendo frequentemente citada por muitas bandas como uma influência musical, visual e lírica.

Em mais de trinta anos de carreira, a banda lançou dois álbuns ao vivo, dois box sets, treze videoclipes, 18 singles, dois EPs e onze álbuns de estúdio, dos quais quatro receberam disco de ouro pela RIAA. A banda foi nomeada cinco vezes para o Grammy na categoria Melhor Performance de Metal, ganhando uma em 2007 com a canção “Eyes of the Insane” e outra em 2008 com a canção “Final Six”. Slayer já tocou em vários grandes festivais de música em todo o mundo, incluindo Unholy Alliance, Download festival, Ozzfest e Rock in Rio.

O Slayer foi formado em 1981, quando o guitarrista Kerry King encontrou Jeff Hanneman enquanto fazia audição para uma banda. Os dois recrutaram o baixista e vocalista Tom Araya, que havia tocado com King anteriormente em outra banda. O baterista Dave Lombardo foi recrutado quando ele conheceu King entregando uma pizza. A banda começou tocando versões cover de Iron Maiden e Judas Priest em clubes e festas no sul da Califórnia. Anteriormente, seus shows baseavam-se em uma imagem satânica, que incluía pentagramas, maquiagem, espículas e cruzes invertidas.[6] Existia um rumor que a banda era originalmente conhecida como Dragonslayer, por um filme de mesmo nome de 1981. No entanto, quando King foi perguntado “Como você pôde usar o nome Dragonslayer?”, teria respondido “Nós nunca usamos este nome, é um mito daquela época.”

A banda foi convidada para abrir o show da banda “Bitch” no Woodstock Club em Los Angeles, tocando oito músicas — sendo seis covers. Enquanto tocava “Phantom of the Opera”, do Iron Maiden a banda foi vista por Brian Slagel, um antigo jornalista musical que havia recentemente fundado a Metal Blade Records. Impressionado com o desempenho do Slayer, Slagel reuniu-se com a banda no backstage e pediu-lhes para gravar uma canção original para a sua próxima compilação, Metal Massacre III. A banda aceitou a proposta e criou a canção “Aggressive Perfector”, o que levou Slagel a oferecer para banda um contrato de gravação com a Metal Blade.

Sem um patrocínio para a gravação de seu álbum de estreia, a banda foi forçada a se autofinanciar. Juntando a poupança de Araya, que trabalhava originalmente como terapeuta respiratório, e o dinheiro emprestado do pai de King, a banda entrou no estúdio em novembro de 1983. O álbum foi apressado para liberação; com apenas três semanas as faixas estavam prontas.[8] Show No Mercy, lançado em dezembro de 1983 pela Metal Blade Records, gerou grande popularidade na cena underground, e assim começaram sua primeira tour nacional em 1984 para promover o álbum de estreia viajando em um Camaro de Araya, rebocando um trailer. A tour deu à banda mais popularidade; as vendas do Show No Mercy chegaram a mais de vinte mil nos Estados Unidos e mais vinte mil no mundo.

Formação Atual

  • Tom Araya – baixo e vocal
  • Kerry King – guitarra
  • Paul Bostaph – bateria
  • Gary Holt – guitarra

Site Oficial: https://www.slayer.net
FanPage: https://www.facebook.com/slayer
Twitter: https://twitter.com/Slayer
Instagram: https://www.instagram.com/slayerbandofficial
Canal YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCA7S5M8w5X4P1NRzaJ4lsrg

Góticas de Shopping e Góticas de Passarela

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É engraçado como no Brasil quando se trata de Tribos Undergrounds, tudo é distorcido e não tem nada haver com com a origem ou mesmo com a ideologia quando uma tribo tem alguma, como a Gótica, Punk e algumas outras. Lembrando que o Metal não tem ideologia alguma a não ser Visual e som.

Falando aqui sobre Góticas e Góticos e como temos no Brasil uma visão Ridícula, Babaca e totalmente fora dos padrões do SER GÓTICO (A).

Se você começar pela Origem, vai entender que de cada 100 supostos (as) Góticos (as) brasileiros não tem qualquer coisa de Gótico (a) tanto visualmente, como na Cultura, Ideologia, na própria Música que escuta e as Bandas que ouve e se quer a maioria sabe de qualquer origem da Tribo a não ser baseados em vários Blogs ridículos e sem noção que tem como se fosse um Manual, a história ou o que é Ser Gótico entre outras basbaquices que nem vou comentar.

Vamos ao ponto!

Quantas supostas Góticas (você vê em Redes Sociais, Blogs ou mesmo por ai nas ruas, Bares e lógico que não poderia faltar o Cemitério onde vão não para apreciar a beleza dos Monumentos, até porque não temos essa Cultura ou arquitetura aqui, bem como as próprias estátuas, o silêncio e a paz que reina ali, enfim) se produzem como Modelos Fotográficas com cara de Triste, Depressiva ou Olhando pro Além? Produzidas com roupinhas lindas de shopping, maquiagem perfeita e de princesinha das trevas?

Que ouve Evanescence e diz que é Gótick Rock? Sem falar em várias outras bandas que de Góticas não tem nada, nem mesmo são.

Ridiculamente essas Góticas que adoram fazer caras e poses de Depressivas, Olhar pro Chão de tristinha ou olhando pro nada com a expressão de Oh My God, fazendo questão de se produzir maravilhosamente e serem “LINDAS”, “SENSUAIS” e outras até com expressão de “ODEIO O MUNDO” ou, “SOU MUITO LOUCA”, não são nada além de desorientadas, não sabem o verdadeiro significado ou mesmo sabem que o Gótico (a) despreza a Beleza Física, não cultua a Aparência Bela de ninguém tanto é que se maquiam de forma mal feita e nem os cabelos são belos ou se usa chapinha, porque é dentro da sua ideologia, dizer ao mundo que “NÃO QUERO SER BELO (A)”, não querem ser vistos e muito menos acreditam nessa coisa medíocre que “TEM QUE SER LINDA (O)”, “ELA (E) É LINDA (O)”, como o próprio Robert Smith, vocalista do The Cure para quem não sabe, disse em uma entrevista a muitos anos no início de sua carreira ao ser questionado pela entrevistadora do porque dos cabelos mal penteados e a maquiagem toda borrada e etc. Ele deixou claro que não queria ser visto como um Homem Bonito ou Lindo, mas como um ser humano talentoso e etc.

Quando vejo diversas pessoas que se intitulam ou dizem ser Góticas e vejo como se empenham em estarem muito bem vestidas, mas bem vestidas como Modelos de Shopping e Passarela, tentando mostrar o quanto são belíssimas mesmo sem ser através dos recursos da maquiagem e fotos maravilhosas onde o objetivo é ser “BELAS” chega a ser engraçado e isso sim é deprimente. Se quer possuem cultura literária, musical, história ou se quer sabem a verdadeira origem da Tribo e seus Ideais e pensamentos.

Uma modinha que hoje é como as outras Tribos, uma versão claramente baseada na Cultura Assexuada e Narcisista Brasileira e como não poderia deixar de ser, sem qualquer conhecimento sobre o que diz ser e gostar.

Então resumindo…

  1. Góticos não vão ao cemitério para encher a cara, perturbar os mortos e muitos menos porque devem ir ao cemitério porque se não for ao cemitério não se é Gótico.
  2. Góticos não querem ser e nem são Belos ou se produzem para serem admirados por sua beleza física ou gostam de viver fazendo poses de depressivos com olhar triste ou pior, cheio de sangue, idolatrando suicídio, com pensamentos suicidas, depressivos ou qualquer outra idiotice parecida. São Cultos, inteligentes, desapegados, anti sociais por não aceitar a sociedade medíocre como são, não se produzem para serem princesas ou rainhas das trevas ou das redes sociais e da Tribo.
  3. A Música é só um instrumento de entretenimento e para se curtir, dançar e refletir. Não confunda New Metal ou Metal com influências do Gothic Rock com Gothic Rock e tão pouco DarkWave com Gothic Rock. Metade dessa geração de Góticos atuais ouve música Gothic Rock, pois nem sabem quais bandas são Gothic Rock.
  4. Góticos não cultuam violência, suicídio, se cortar, se embelezar, ir pro cemitério encher a cara e tocar violão pra perturbar e muito menos fazem cara de Cú arrombado pra tirar seilfie.

Então para terminar, se você se acha Gótica ou Gótico e não tem noção verdadeiramente da origem, da história, do ideal, da própria música e acha que ser gótico é ter que ouvir música gótica e se vestir de preto, ir no cemitério, fazer cara de merda triste, se produzir no salão, se maquiar como a mais belas das princesas, que tem q ser linda, maravilhosa, sexy e fazer biquinho ou passar a lingua nos lábios, infelizmente você é só uma ou um idiota fantasiado que não tem nem mesmo inteligência, cultura ou consciência do quanto é ridícula (o).

Seja de verdade o que você deseja, mas seja de forma inteligente e verdadeira e não mais um (a) escroto (a) que envergonha toda uma história e um lindo ideal de vida sem regras de beleza, poses entre outras coisas.

Ao contrário do Heavy Metal ou do Metal em geral que não tem qualquer ideologia de nada a não ser se drogar, beber até cair e fazer um monte de coisas estúpidas e idiotas, fazer chapinha no cabelo, usar sempre o uniforme, decorar revistas com nomes de bandas e músicas das bandas e fazer cara de mal e de foda-se tudo, o Gótico é na essência para poucos.

Industrial

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Primeira Geração: Música Concreta e Contemporânea (1940-1960). Pode se dizer que os pioneiros do que se consideraria Industrial no futuro foram os compositores da música concreta e futurista. Formado por compositores eruditos e com um posicionamento de vanguarda (avant-garde), estes movimentos permaneceram em contato direto com o experimentalismo e a desconstrução sonora.

A partir dos elementos presentes no final da música modernista e início da contemporânea, acabou se iniciando as primeiras apresentações de música eletrônica. Já durante os anos 50, começou a se propagar o conceito de drones, perpetuado por La Monte Young. Os representantes mais notáveis da primeira geração foram Luigi Russolo, Pierre Boulez, Karlheinz Stockhausen, Edgar Varese, entre outros.

Segunda Geração:

Krautrock e Pós-Punk (1960-1980)

Influenciados pela geração avant-garde e pelo rock progressivo da época, alguns compositores resolveram divulgar a música experimental através de grupos de rock.

Silver Apples foi uma das bandas pioneiras deste cenário, assim como a cena do krautrock com o Neu!, Kluster e o influente Kraftwerk. Estas bandas desbravariam o conceito de música experimental através da música popular. Algumas décadas depois, bandas no início do pós-punk (e algumas até anteriores a ela) também se interessaram pelo ruído e o experimentalismo eletrônico, como o Pere Ubu, Suicide, Killing Joke e o Clock DVA.

Terceira Geração:

Música Industrial (1970-1980)

A terceira geração surgiu a partir do momento que o termo “música industrial” foi cunhado e passando finalmente a ser considerado um autêntico gênero musical. O nome “Industrial Music for Industrial People” foi definido por Monte Cazazza para representar o selo independente do Throbbing Gristle, levando a ideia de uma música criada para uma nova geração de pessoas, sendo toda a anterior, “agricultural”. Depois de um tempo, porém, ele foi reinterpretado como se representasse uma “estética industrial”.

Surgiu assim uma série de compositores que adotaram este gênero como o próprio Throbbing Gristle, Einstürzende Neubauten, Test Dept e a primeira fase do Cabaret Voltaire. A produção desses artistas não se limitava à música, mas também incluía performances, instalações e arte gráfica.

Logo depois, durante os anos 80, também se firmou o sub-gênero do noise\harsh noise voltado para uma abordagem mais direta e ultra-minimalista (o gênero ficava entre o puro ruído da distorção e a microfonia extrema). A cena se fortaleceu muito no Japão, com artistas como Merzbow e Masonna.

Quarta Geração:

Crossovers e o Pós-Industrial (1990-2000)

Esta geração, talvez a mais popular, se iniciou a partir da fusão de gêneros e seu encaminhamento para o mainstream. Alguns destes crossovers já haviam sido inventados em décadas anteriores, mas agora elas atingiriam de fato o grande público.

Incluí-se misturas do industrial com a música dançante e o synthpop, conhecido como EBM e representada por bandas como Skinny Puppy, Front 242 e Nitzer EBB. Já outras bandas como o Atari Teenage Riot resolveram misturar o industrial com o hardcore techno. Outros preferiram se aprofundar na música ambiente, ficando conhecida como isolationism ou dark ambient.

A fusão mais popular de todas sem dúvida foi o rock industrial, cujo maiores representantes são o Nine Inch Nails, Marilyn Manson, e o antigo Killing Joke, Outro termo, ainda mais controverso, seria o metal industrial de bandas como KMFDM, Ministry e Rammstein

Quinta Geração:

Do Experimental ao Pop (2000-atualmente)

Com os crossovers em alta e a sua adaptação ao mainstream, foi notório a perda dos valores experimentais dentro do gênero. Logo o metal industrial passou a ser considerado “rock com qualquer tipo de música eletrônica”, um termo extremamente controverso considerando que as raízes do industrial não se encontram na música popular e sim no experimentalismo e na desconstrução, afirmando que certas bandas poderiam ser mais encaixados no termo new metal do que no industrial em si. Esta questão passou a ser debatida ao se observar as características de bandas como Rammstein e Marilyn Manson, que possuíam poucas relações com o termo de origem. Outros fãs porém, são mais saudosistas com os novos grupos, destacando-se Celldweller, Dope, Static-X, Deathstars, entre outros.

Sexta Geração:

Círculos Fechados (1980-atualmente)

Com a possível banalização do termo “industrial” pelos gêneros de fusão e outras subculturas (como roqueiros e góticos), muitos dos ditos amantes da música industrial decidiram isolar-se completamente do que para eles seria o sequestro do industrial pela chamada indústria cultural, sendo assim, esta geração enfatiza uma séria de princípios bem como uma segregação total da cena industrial em relação á qualquer outra e a ultra valorização do espírito contracultural da música industrial, sendo expressa tanto no experimentalismo e no espírito vanguardista bem como em ações diretas.

Tal cena circunda os estilos mais extremos da música industrial, os quais evoluíram diretamente da música industrial original, sendo os principais o power electronics das bandas Genocide Organ e Suttcliffe Jugend, e o death industrial de bandas como o Grey Wolves. Tais estilos são evoluções naturais da música industrial não tendo contato com nenhuma outra cena, seja eletrônica ou rock.

A partir de 2004, no cenário do industrial dançante, as versões mais pop do EBM como o futurepop começam a despencar, essa queda é seguida do surgimento do industrial hardcore (mistura de gabber e frenchcore com o industrial), technoid (meslca de IDM com noise rítmico) e o anhalt EBM (EBM com fortes influências punk rock/oi!)

Gothic Rock

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Gothic Rock é um Subgênero do Pós-Punk e Rock Alternativo que surgiu durante a década de 1970. Bandas de Gothic Rock cresceram a partir dos fortes laços que tinham com o Punk Rock inglês e cenas emergentes do Pós-Punk. De acordo com ambos, Pitchfork e NME, grupos proto-góticos incluem Joy Division, Siouxsie and the Banshees, Bauhaus, e The Cure.

O gênero definiu a si próprio como um movimento separado do Pós-Punk devido à sua música mais sombria acompanhada de letras introspectivas e românticas. O Gothic Rock deu origem a uma subcultura mais ampla que inclui clubes, moda e publicações na década de 1980.

“A atmosfera é realmente maléfica, mas você se sente à vontade dentro dela”. Ao fazer um comentário sobre o lendário filme Nosferatu, Bernard Sumner, integrante das bandas Joy Division e New Order, gerou a definição que muitos consideram a mais concisa do assunto.

Os anos 80 ficaram conhecidos como a “Década Perdida” na América Latina, devido a estagnação econômica vivida pela região durante a época. Crises econômicas, volatilidade de mercados, problemas de solvência externa e baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). No Brasil ocorria o fim do chamado “Milagre Econômico”, dada a época de excepcional crescimento econômico ocorrido durante a ditadura militar. No resto do mundo representou o fim da “Idade industrial” e início da “Idade da Informação”.

Talvez por isso um momento bem propício para o surgimento do gênero musical em questão e seus parentes próximos mais eletronicamente dispostos, (Metal Industrial, EBM, Synthpop e etc.) já que a Disco Music (que já havia enfraquecido), a House Music e a maioria dos outros tipos de música eletrônica se apoiavam em diversão apenas, tratando qualquer assunto sério com subjetividade (o amor é sempre mais bem visto para tema nesses moldes) e concebendo experimentalismo dançante para festas e clubes. Mas partindo desse princípio podemos achar raízes para a “Darkwave” sim, de algum modo. Com o surgimento da MTV muitos artistas ligados ao “Gothic Rock” tiveram vários clipes veiculados, o que ajudava na divulgação de seu trabalho. David Bowie, influenciado pela Disco Music, lançou o álbum Let´s Dance. Voltou ao loiro, usava topete e ternos coloridos; Que também eram uma característica dos “New Romantics”.

O movimento New Romantic, conhecido também como “Romo”, era um estilo musical e de moda surgido nos anos 80 na Inglaterra. Posterior ao estilo New Wave (fim dos anos 70), estilo este que acabou se dividindo entre New Romantic, Gothic Rock e movimentos Post-Punk. Da influência de Bowie ainda se pode dizer muito, tanto em música como em outros aspectos da subcultura. É muito provável que góticos usem Ankhs só por causa dele. No filme “Fome de Viver”, Bowie interpreta um vampiro e usa um exemplar afiadíssimo para ferir a jugular de sua vitimas já que não tinha dentes afiados. Essa imagem também ficou marcada pelo fundo musical de quando ele saí à caça de uma presa com sua companheira ao som de “Bela Lugosi´s Dead”, da banda Bauhaus.

Já na década de 1950 algumas bandas assumiam um tom macabro de encenação com o rock n’ roll, inspirados nos filmes de horror da época e os clássicos de outras épocas – o que mais tarde seria utilizado por bandas de Death Rock e Psychobilly. A diferença para o Gothic Rock é que a influência vem mais de filmes expressionistas que tinham uma preocupação com a ambientação, o pavor, a atmosfera sufocante. E os filmes genéricos feitos a partir de clássicos (como A filha de Drácula, Jovem Frankenstein, O retorno de Drácula etc.), exibidos em drive-ins, e os filmes B é que estão presentes na cena Death. A relação entre as duas coisas é óbvia, esses filmes tinham um caráter irônico, não eram apenas sustos, acabavam por serem divertidos, engraçados mesmo. E o grande forte do death rock é a sua ironia, o humor negro. A estrutura musical dos anos cinqüenta também foi aproveitada.

Nos anos 60 se iniciou uma fase de criação incrivelmente psicodélica no rock, talvez graças ao bem sucedido, disco dos Beatles. O Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band era altamente colorido e experimental, onde foram usadas técnicas que nem eram imaginadas na época para fazerem uma banda de quatro pessoas soar como uma orquestra inteira, instrumentos e sons diferentes, e as faixas foram emendadas umas nas outras. De outro lado bandas como os Rolling Stones mergulhavam em uma atmosfera mais requintada de diabolismo e decadência humana. Their Satanic Majesty’s Request, dos Stones, tinha uma abordagem sombria e perturbadora; um exemplo é a música Paint it Black do grupo, que possui vários covers de bandas da subcultura gótica, um clássico melancólico onde Mick Jagger canta querer pintar tudo de preto e vê seu mundo se rendendo a essa cor. Poucas outras bandas da época escaparam da chuva de flores, paz e amor que os hippies evocavam sobre os anos 60, as que conseguiram fizeram de sua missão perturbar a mente de quem quisesse ouvir. Os Stones teriam que competir pelo título de majestade satã se o quisessem só para eles; na metade da década surge o Velvet Underground. Graças ao empurrão de Andy Warhol, rei da pop art, a banda se tornou um grande sucesso.

Embora Andy tenha achado que seria uma boa ideia inserir a modelo Nico na banda ela realmente não se integrou muito. O primeiro disco recebeu o nome de Velvet Underground and Nico (cuja famosa capa desenhada por Andy, era uma (banana), e após ele a modelo abandonou o grupo e migrou para uma carreira solo, com músicas igualmente melancólicas e sinistras. Andy Warhol acabou também por perder o interesse pela banda, mas a evocação de violência, vicio em sexo e drogas e todo tipo de perdição tinha que continuar, outros membros da banda já assumiam os vocais, mas Lou Reed acabou por tomar a frente. Em 1970 quando deixou a banda para seguir carreira solo ela se deu por extinta. Também o The Doors teve influência na música gótica; Jim Morrison se proclamou o “Rei Lagarto” dizendo que podia fazer o que queria, inclusive era muito cogitada o fato de tocar o que não se pudesse onde diziam que não se devia tocar. Ray Manzarek convenceu seu tímido amigo Jim que suas poesias dariam belas canções, enquanto ele tocava teclados, Robby Krieger guitarra, John Densmorebateria, e Jim ficou nos vocais. Jim Morrison demorou a se soltar, mas a bebida e as luzes da ribalta o fizeram, e em pouco tempo lá estava ele sendo expulso do Whisky a Go Go por tocarem The End, música cuja letra diz “Quero estuprar minha mãe e matar meu pai”. Mais tarde, já famosos, participavam ao vivo do Ed Sullivan Show, onde eram vetados em uma parte de Light my Fire; sugeriram que ele não dissesse “menina não poderíamos estar mais chapados”, se ao invés poderiam dizer “estar melhores”. Mas Morrison não deixou por menos: cantou a letra como era. Sempre no mesmo caminhos em que os hippies espalhavam flores muitas outras bandas trilharam morte, desespero e polemica até os anos 70.

Embora originalmente considerado um rótulo para um número pequeno de bandas de Rock/Pós-Punk, o Gothic Rock possui, hoje, um espectro bem maior – abrangendo em si o Death Rock, a Música Industrial e até algumas bandas da New Wave, por exemplo. Enquanto a maioria das bandas punk focava um estilo agressivo, as primeiras bandas góticas eram mais pessoais e introvertidas, com elementos de movimentos literários como horror gótico, romantismo e niilismo. As primeiras bandas consideradas góticas foram: Joy Division, Siouxsie and the Banshees, The Cure, Bauhaus, etc. Embora, como já foi dito, nem todas aceitem de bom grado o termo.

O Bauhaus é considerada a banda pioneira do estilo. Surgiram em meados de 78. Bela Lugosi is Dead é um épico com nove minutos de duração, seu single foi lançado pelo selo independente Small Wonder. Bela Lugosi foi um ator que ficou marcado pela interpretação do clássico Drácula, de Bram Stoker. Apesar de não ter sido exatamente um sucesso de vendas, a música definiu tudo aquilo que seria o Gothic Rock (guitarras fálicas distantes do resto dos instrumentos e um vocal que se mistura a todo o resto como que solto no espaço), e se manteve nas paradas independentes da Inglaterra por anos e anos.

Como já foi dito, a ausência de cores e o inconformismo vinham da desconfiança no futuro, graças ao período nuclear da guerra fria, da cortina de ferro, e de crise econômica. Como se pode ver realmente, uma situação propicia para obscuridade e não para louros! A voz e os trejeitos de Peter Murphy, onde se via um comportamento meio glam (influências diretas dos primeiros álbuns solo de Iggy Pop, produzidos por seu amigo David Bowie) é uma presença forte e contribuiu para o culto da banda. O primeiro álbum do Bauhaus foi In the Flat Field, mas o segundo, de 81, Mask, revelou uma maior ambição musical dos pais do Gothic Rock. Os elementos eletrônicos, metais, misturados à já conhecida fórmula dark gerou um álbum considerado por alguns como ainda melhor que seu predecessor, e que teria dado origem ao que alguns chamam de darkwave. Entre as bandas mais conhecidas, até pelos não aprofundados no cerne gótico, além de Bauhaus, estejam ainda The Cure e Joy Division.

Robert Smith liderou a banda, inicialmente chamada The Easy Cure, e permaneceu nela desde sempre. Seu estilo é algo um tanto indefinível, mas como já foi citado, nem todas as bandas góticas se definem assim. Pós punk era uma definição bem usada – por surgir depois do auge do Punk Rock. Na verdade o Cure teve várias fases. O primeiro álbum Three Imaginary Boys, de 1979, teve uma turnê de promoção que os levou a serem convidados para serem a banda de suporte para a banda Siouxsie And The Banshees, banda também bastante conhecida na cena punk e pós punk, com o vocal feminino de Siouxsie Sioux. Robert Smith fora o guitarrista da banda durante sua fase punk; poucas bandas conseguiram fazer uma transição de fases tão bem quanto os Banshees, saindo do punk e se tornando um exponencial gótico. Boys Don’t Cry, quando foi lançado em 1980, não obteve o sucesso esperado; só em 1986 tornou-se um hino da banda. Músicas como Friday I´m in Love e A Letter to Elise, foram outros de seus grandes sucessos, já nos anos 90. A música dos The Cure tem sido categorizada como Gothic Rock, subgênero do Rock Alternativo, como uma das principais bandas, no entanto, Robert Smith disse em 2006 que, “é patético quando o gótico ainda se cola ao nome The Cure”, considerando o sub-gênero “incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso”.

Outros estilos incorporados à cena

Gothic Rock/Darkwave é com certeza a música e um dos elementos que mais caracteriza a cena gótica. Mas com a sua evolução outros estilos musicais foram se integrando mais à subcultura e se fundindo mais a ele, que embora possam às vezes ser abordados de maneira distinta já parecem também coisas inseparáveis uma das outras.

Quando exportado para os americanos o Gothic Rock chegou da Inglaterra para se tornar o Death Rock. Na Inglaterra a Batcave, club centro da disseminação desse estilo, abrigava noites regadas ao som de bandas como o Specimen e o Bauhaus. Nos Estados Unidos o estilo também ganhou várias casas e uma contraparte típica, o Christian Death. Talvez por isso os dois estilos sejam tão inseparáveis e se diz que são irmãos que se detestam, mas se amam no fim das contas. Mas as bandas como essas podiam se encaixar perfeitamente no rótulo gótico. Enquanto que o death rock, como é conhecido hoje, é povoado de zumbis, humor negro, carnificina, ferimentos, necrofilia e todo tipo de brincadeira com a morte, inspirado em filme de terror de orçamento baixo. Exemplos de bandas são: Misfits (também ligados ao punk rock), Samhain, 45 Grave, Zombina and The Skeletones, Cinema Strange.

Um advento que tomou a cena alternativa de 1990 era chamado Industrial, esse tipo de música já havia sido muito bem vindo pelo gótico no fim dos anos 80, a paixão pelo sombrio novamente fez a união. Os góticos, como se sabe, podem olhar para o passado com uma nostalgia irônica, (pois a era vitoriana é transformada em um ambiente muito propício e aconchegante para isso, mas como se sabe, as coisas não são bem assim) já o industrial olha para o futuro com um pessimismo baseado no presente. O industrial legitimo era um acontecimento musical que já havia acontecido vinte anos antes mais ou menos. Eram trabalhos que colocavam em questão até que ponto existiria musicalidade, na arte de fazer barulho.

Os artistas desse movimento podiam usar qualquer coisa que fosse ruidosa, alterada e misturada eletronicamente de forma dessincronizada para parecer com nada que fosse entretenimento à cultura popular. Podem ser citados aqui os experimentalistas eletrônicos do Cabaret Voltaire, a cozinha destruidora de Monte Cazazza e os concertos que mais pareciam um ataque à queima roupa do Throbbing Glistle. Dessa forma a música underground dançante feita para animar clubs de meados de 90 recebeu o rótulo de Industrial também, “ A única coisa que temos em comum é o fato haver barulho na minha música e também haver barulho na deles”, diz o vocalista do Nine Inch Nails (banda que propagou o gênero), Trent Reznor.

O gótico preza o Feminino, ou o Andrógino, a Beleza, o Poético, o Teatral, etc. e a música eletrônica industrial é agressiva, masculina, raivosa, barulhenta, informatizada, cientifica e etc. e tal. Logo se percebe uma união onde os opostos se completam então. Dessa mistura surgiram os Cybergoths e Rrivetheads, ambas as subculturas são centradas em música eletrônica mas também são associadas a música gótica que de forma pura é um tipo de rock.

Desambiguação: Gothic Rock/Metal

Discutir o que vem a ser ou não Gótico, em termos musicais, é uma das principais discussões dentro dessa subcultura. Alguns artistas acabam desacreditados por tomarem uma postura que às vezes lhes faz serem vistos como meras armações da mídia, o principal fator é a saída do underground, são poucos os que conseguem se postar confortavelmente entre o sucesso de vendagens e a isenção de traição. Mas no que diz respeito ao Heavy metal, Gavin Badelley, em seu livro “Gothic Chic”, comenta que muitos góticos acham que trata-se da antítese grosseira, ignorante, machista e pretensiosa de tudo o que eles prezam através da música. No entanto, outros admitem ser a banda Black Sabbath de grande importância para o estilo, por não somente ser uma das pioneiras do metal (juntamente com Led Zeppelin e Deep Purple) mas também a primeira a incluir o lirismo gótico na música contemporânea, o que influenciou e ainda influencia diversas bandas da categoria. Seu primeiro álbum, intitulado com o nome da banda, traz a descrição de um rito satânico pontuado por efeitos tempestuosos e dobrar de sinos, a capa ainda atrás uma garota pálida vestida de preto em um terreno doentiamente ocre.

Muitos góticos apreciam o som baseado em raízes agressivas, mas concentrado em um ambiente árido e sombrio assemelhado ao de Dark ambient, oDoom metal talvez seja o elo perdido entre os dois estilos aqui discutidos. O fato é que a natureza miscigenadora da arte impossibilita a restrição a qualquer tipo de combinação híbrida entre estilos e escolas de origens diferentes. Logo, sendo o Metal um gênero musical de essência puramente estilístico-formal e destituído de tema lírico próprio ou unificador, este tende a aderir elementos temáticos-conceituais de diferentes tribos e escolas filosóficas, incluindo os da cultura gótica, agradem a quem agradar, o público Gótico e/ou Headbanger.

Ainda que o casamento entre o Death/Doom Metal e o Gothic Rock venha a gerar desaprovação entre membros de uma das cenas pelo desprezo à outra, é inquestionável a ascensão do que se convencionou chamar de Gothic Metal. É importante ressaltar de que a cultura gótica não se define pela adesão a um estilo musical em específico, seja ele o Gothic rock (aqui abordado), o Death rock o Darkwave, o Doom Metal ou o Gothic Metal, a mesma consiste num conjunto, talvez caótico, de diretrizes filosóficas e literárias fortemente associadas a escolas do século XIX conhecidas como Ultra-Romantismo (Byronism na Inglaterra, Dark Romanticism nos EUA) e Simbolismo. De fato, os chamados “Poetas Malditos” semearam o terreno temático abordado pelas diferentes vertentes musicais que, em maior ou menor medida, tendem a ser classificadas como góticas.

Não confundir também o Gothic Rock com o Post-Punk, vertente do rock dos anos 80 caracterizada pelo ritmo monolítico, influências do art rock e temáticas como filosofia existencialista (ex.: Joy Division, Echo & the Bunnymen, The Fall, Suicide e, em parte, The Smiths), mas contendo mais experimentalismos musicais (inclusive ligados ao krautrock e ao Proto-Punk), sem as limitações de um rótulo determinado, como ocorre no Gothic Rock. Outro equivoco que vem ocorrendo é classificarem o Lacrimosa (banda influente do chamado Gothic Metal) de Gothic Rock.

Hard Rock

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Hard Rock é um estilo musical, subgênero do rock que tem suas raízes do Rock de Garagem e Psicodélico do meio da década de 1960, que se caracteriza por ser consideravelmente mais pesado do que a música Rock Convencional, e marcada pelo uso de distorção, uma seção rítmica proeminente, arranjos simples e um som potente, com riffs de guitarra pesada e solos complexos. A formação típica era constituída por bateria, baixo, guitarra, e algumas vezes, um piano ou teclado, além de um vocalista que muitas vezes se utilizava de vocais agudos e roucos. Nos finais dos anos 60, os termos Hard Rock e Heavy Metal eram praticamente usados como sinônimos, mas o último gradualmente começou a descrever um estilo de música tocado ainda com mais volume e intensidade.

Há ainda outra diferença chave, entre ambos sub-gêneros: Enquanto o Hard Rock manteve sua identidade Blues e algum Swing na batida, as melodias do Metal são frequentemente ditadas por riffs agressivos de guitarra, desprovidos de swing.

O Hard Rock surgiu nos anos 60, esse termo começou a ser usado para descrever bandas que tinham um som potente, em oposição ao soft rock que é geralmente mais amigável às rádios e orientado ao pop.

Foi muito influenciado pelo blues; a escala usada mais frequentemente no gênero é a pentatônica, uma escala típica do blues. Ao contrário do Rock and Roll tradicional, que tinha elementos do Blues “antigo”, o Hard Rock incorpora elementos do “Blues Britânico”, um estilo de Blues tocado com instrumentos mais modernos. Uma característica que separava, no entanto, as formas tradicionais do Blues do Hard Rock é que este raramente se restringia aos acordes I, IV e V que predominavam no Blues de doze ou dezesseis compassos, e incluía em seu lugar outros acordes, normalmente maiores, com raízes em tonalidades da escala menor.

O termo Hard Rock é usado atualmente para definir aquelas bandas de Rock que tinham ou têm um som muito pesado e veloz para serem identificadas simplesmente como Rock and Roll, mas que também não têm ou não tinham um som tão pesado assim para serem identificadas como Heavy Metal. O termo é associado erroneamente a diversos estilos do Rock, ou até mesmo do Heavy Metal, que têm como aspecto comum apenas estarem igualmente distantes do Pop Rock – embora esta associação não seja correta. Alguns exemplos disto são o Punk Rock, que usa tempos mais rápidos, menos melodia, menos riffs e letras mais agressivas do que o Hard Rock, e o Grunge.

Uma das principais influências do Hard Rock é o Blues, especialmente o Blues Britânico. Bandas de Rock Britânicas, como o Cream, Rolling Stones, The Yardbirds, The Who e The Kinks modificaram o Rock and Roll, adicionando sons mais duros, riffs de guitarra mais pesados, uma bateria bombástica e vocais mais altos. Este som criou a base do Hard Rock. As primeiras formas do estilo podem ser ouvidas nas canções “You Really Got Me”, do Kinks, “Shapes of Things”, do Yardbirds, “My Generation” do The Who e “(I Can’t Get No) Satisfaction” dos Rolling Stones

Nesse mesmo tempo, nos Estados Unidos, o guitarrista Jimi Hendrix produzia uma forma de Rock Psicodélico, influenciado pelo Blues, que combinava elementos do Jazz para criar um gênero único. Foi um dos primeiros guitarristas a experimentar como novos efeitos de guitarra, como phaser, microfonia e distorção, juntamente com Dave Davies, do Kinks, Pete Townshed do The Who, Eric Clapton, do Cream, e Jeff Beck, do Yardbirds.

Hard Rock veio à tona com Bandas Britânicas do fim da década de 1960, como o Led Zeppelin, que misturava a música das primeiras Bandas de Rock do país com uma forma mais intensa de Blues Rock e Acid Rock. O Deep Purple ajudou a inovar no gênero, com os seus álbuns Shades of Deep Purple (1968), The Book of Taliesyn (1968) e Deep Purple (1969), porém só se destacaram com seu quarto álbum (marcadamente mais pesado), In Rock (1970). Led Zeppelin (1969), o primeiro álbum da banda homônima, e Live at Leeds (1970), do The Who, são exemplos da música deste início do Hard Rock. As origens do Blues estão clara nestes álbuns, e algumas canções de artistas conhecidos do blues foram adaptadas ou mesmo interpretadas neles.