Segundo o jornal Destak, o Judas Priest e o Alice In Chains desembarcam por aqui em Outubro para um show conjunto, que até o momento tem apenas uma apresentação fechada em São Paulo. Datas e locais ainda não foram definidos, e há também o rumor de que os grupos farão um show na Argentina no mesmo mês.

O Judas Priest vem para divulgar seu décimo oitavo álbum de estúdio, Firepower, lançado em Março deste ano. Não é uma surpresa que a banda esteja trazendo um reforço, visto que na América do Norte, o grupo excursiona ao lado do Deep Purple.

Já o Alice In Chains também deve divulgar seu novo disco, ainda sem nome ou data de lançamento. Até agora, a banda já lançou o ótimo single “The One You Know”, e até lá deve ter mais material inédito para apresentar aos fãs. Nos setlists mais recentes do grupo grunge, o álbum que recebe mais atenção é Dirt, de 1992, quando o saudoso Layne Staley ainda comandava os vocais.

O chamado classic rock continua com forte presença nos palcos do país. É a vez do Judas Priest acertar sua volta ao Brasil, e a banda inglesa não vem sozinha. O Alice in Chains “desce” junto para formar dobradinha com o grupo. As datas e locais ainda não estão definidos, mas já é certo ao menos um show em São Paulo, em outubro.

O Judas Priest chega em momento ao mesmo tempo bom e ruim da carreira. A banda ainda é uma das mais pedidas, pelos fãs de metal, para shows no país, nas redes sociais. Apesar disso, retorna totalmente desfigurada. Da formação clássica, sobraram apenas o vocalista Rob Halford, 66, e o baixista Ian Hill, 67. Há três meses, o guitarrista Glenn Tipton, 70, músico cultuado pelos admiradores do grupo, anunciou que não faria mais shows com os colegas. Ele tem mal de Parkinson e o motivo seria as dificuldades que teria por conta da doença.

Seu substituto é Andy Sneap, 48, que também é produtor de discos de metal, e trabalhou com bandas como Exodus, Kreator, Masterplan e Nevermore. Completam o Judas atual o guitarrista Richie Faulkner, 38, e o baterista Scott Travis, 56, único americano da formação.

O Judas Priest lançou discos idolatrados do heavy metal, como “British Steel” (de 1980), “Screaming For Vengeance” (1982) e “Painkiller” (1990). Desses trabalhos saíram músicas como “Breaking the Law”, “Living After Midnight”, “Metal Gods”, “Electric Eye”, “You’ve Got Another Thing Coming” e a faixa-título do álbum de 1990.

Outras canções conhecidas da banda são “Freewheel Burning”, de “Defenders of the Faith” (lançado em 1984); e “Starbreaker”, de “Sin After Sin” (1977).

Nos anos 1980, como várias outras bandas do gênero, o Judas testou uma sonoridade mais pop com o álbum “Turbo”, de 1986, que gerou certa rejeição dos fãs mais radicais, mas deu ao grupo mais um hit: “Turbo Lover”.

O disco mais recente do JP é “Firepower”, lançado em 2018 e motivo principal para que o grupo esteja em turnê neste ano.

Salto no tempo

A entrada do Alice in Chains no “pacote” amplia o evento para uma segunda geração do rock. Sobrevivente da cena grunge nascida no final dos anos 1980, nos EUA, o AIC também continua forte e com fãs ardorosos na cena.

A banda quase acabou em 2002, quando o vocalista Layne Staley morreu. Hoje, com William DuVall ao microfone, faz shows muitas vezes elogiados.

A trajetória do AIC também rendeu músicas que viraram clássicos do rock, como “Man in the Box” (de 1990) e “Would?” (1992).